http://www.assinvexis.org/artigos/paralelo-entre-holografia-e-projeciologia.php
Publicado em: 08/03/2009
Autor: Ferrari, Fábio
* Este artigo foi publicado originalmente no livro "Gestações Conscienciais", volume 1, em dezembro de 1994. Este material pode ser acessado na íntegra na seção de downloads deste site.
A holografia é feita da seguinte maneira: um feixe de raio laser é lançado em direção a um prisma que o divide em dois: o feixe de referência e o feixe objeto. Este último vai em direção a um objeto, que, por sua vez, o reflete para a chapa holográfica, onde encontra o feixe de referência - que não passou pelo objeto. Ali são gravadas informações sobre o padrão de interferência, distribuição e intensidade da luz. Esse procedimento irá permitir a reprodução das três dimensões do objeto - comprimento, largura e altura - quando a chapa for revelada.
Sem dúvida, o que chama mais atenção na holografia é que em cada ponto da chapa está contida a informação de toda chapa. Com base nesta realidade, alguns cientistas propuseram, entre inúmeras outras, uma teoria na qual o cérebro seria parte de um imenso holograma (universo multidimensional) e, assim, faria interpretações deste universo: a realidade não estaria limitada apenas ao que os sentidos físicos são capazes de perceber - o que explicaria muitos dos fenômenos estudados na Parapsicologia, e considerados, até então, paranormais. No entanto observa-se claramente a questão da consciência, ou do ser pensante que está por trás desse cérebro sendo colocada novamente de lado, e o pesquisador mais autocrítico não poderia deixar de questionar: "Quem ou o que faz a interpretação?".
Para a Projeciologia e a Conscienciologia a consciência é o agente controlador do cérebro e é, portanto, "quem" interpreta; sua manifestação parece não estar restrita apenas à dimensão física conhecida, mas a muitas outras, onde se manifesta através de corpos, ou veículos (camadas de energia), diferentes do soma. São eles:
1. Mentalsoma. Também conhecido por corpo mental, é considerado o veículo mais evoluído, sendo a expressão máxima da consciência.
2. Psicossoma. Conhecido popularmente por corpo astral, é o veículo das emoções, que porta o mentalsoma.
3. Holochacra. Conhecido por corpo etérico, pode ser definido como um campo bioenergético que liga o psicossoma ao corpo humano.
4. Soma. É o corpo humano.
Ao que tudo indica, a consciência pode se manifestar em diversas condições: a intrafísica, que ocorre quando esses veículos ocupam o mesmo espaço-tempo físico; a projetada, quando há o afastamento temporário entre o psicossoma e o corpo humano; e a extrafísica, quando ocorre o desligamento definitivo do corpo humano e holochacra da consciência (que passa a atuar apenas de mentalsoma e psicossoma isolados).
O objetivo que segue é fazer algumas comparações entre a Holografia e a Projeciologia com base na seguinte analogia: objeto / psicossoma; raio laser / holochacra; e chapa holográfica / soma.
Na Holografia, o raio laser é utilizado tanto para fazer o holograma como para reproduzi-lo, levando informações tridimensionais do objeto para a chapa holográfica, onde são registradas;
Na Projeciologia, o holochacra leva informações multidimensionais da consciência (de mentalsoma e psicossoma) para o cérebro (corpo físico) onde são temporariamente registradas;
Na Holografia, o raio laser permite a reprodução da imagem tridimensional do holograma - que se projeta no espaço, para fora da chapa;
Na Projeciologia, o cordão de prata (parte do holochacra), ou mais propriamente a sua distensão, permite a projeção de um veículo quadridimensional da consciência, o psicossoma;
Na Holografia há a formação de círculos concêntricos na chapa holográfica pela interferência de ondas de luz (laser);
Na Projeciologia, há hipótese na qual as impressões digitais (genética) formadas no corpo biológico são trazidas do psicossoma (paragenética) pelo holochacra;
Na Holografia, cada parte contém a informação de todo holograma;
Na Projeciologia, cada veículo consciencial é uma parte da manifestação de um todo (a consciência);
Na Holografia, a imagem tridimensional gerada pelo filme holográfico nos ilude: pensamos que o objeto está, realmente, diante de nós;
Na Projeciologia, a condição de restringimento da consciência gerado pelo cérebro (corpo físico) nos ilude: pensamos ser esta - a dimensão física - nossa realidade máxima.
1. LUNAZZI, José Joaquim. A Luz Congelada. Ciência Hoje; Vol. 3; N° 16; Rio de Janeiro; Janeiro/Fevereiro, 1985; p. 36-46.
2. TALBOT, Michael. O Universo Holográfico.
3. VIEIRA, Waldo. Projeciologia: Panorama das Experiências da Consciência Fora do Corpo Humano.
4. VIEIRA, Waldo. Projeções da Consciência.
5. WILBER, Ken (Org.). O Paradigma Holográfico e Outros Paradoxos. São Paulo, SP: Editora Cultrix, 1991.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Holografias
| Rating: | ★★★ |
| Category: | Other |
O holograma é uma invenção dos anos 60, e de forma geral é um mecanismo óptico que produz imagens tridimensionais. Seu princípio foi descoberto em 1947, mas o modelo só pôde ser construído após a invenção do laser. Para produzí-lo, divide-se um único raio laser em dois feixes separados. O primeiro feixe é projetado no objeto a ser fotografado. Então, faz-se com que o segundo feixe colida com a luz refletida do primeiro. Quando isso acontece, eles produzem um padrão de interferência que é registrado num filme. Iluminada pela luz natural, a imagem do filme não se parece em nada com o objeto fotografado, mostrando um conjunto de curvas concêntricas entremeadas, num desenho indecifrável. Mas, assim que um outro feixe de raio laser ilumina o filme, uma imagem tridimensional do objeto original reaparece em pleno espaço, podendo ser vista por cima, por baixo ou por qualquer lado, mas não podendo ser tocada. Esta imagem holográfica apresenta algumas características que estão deixando os cientistas intrigados e perplexos.
Suponhamos que o objeto fotografado seja uma maçã. Peguemos então o filme holográfico e vamos dividí-lo ao meio, em dois pedaços. Projetemos agora o laser sobre uma dessas metades. O que vemos projetado no espaço a três dimensões? Meia maçã? Nenhuma maçã? Não! Se projetarmos o laser em qualquer uma das metades, ainda assim obteremos a maçã inteira projetada no espaço. E se continuarmos partindo a foto em milhares de pedaços e projetarmos o laser sobre um minúsculo fragmento, ainda assim obteremos a maçã inteira projetada a três dimensões. Uma imagem menos nítida, mas ainda assim a maçã inteira. Nesta foto mágica, cada parte contém a totalidade, cada uma das partes da imagem interpenetra todas as outras.
O TODO NAS PARTES
Esta característica do holograma - a parte no todo e o todo nas partes - tem assustado os cientistas e modificado algumas concepções importantes sobre o Universo. Segundo o físico nuclear David Bohm, o Universo inteiro funciona como um holograma, em que cada uma das partes interpenetra as outras. Qualquer alteração se transmite ao Todo. Cada célula do nosso corpo reflete o cosmo inteiro. Da mesma forma, todo passado e as implicações para todo futuro também estão presentes em cada minúscula porção do espaço e do tempo. Resumindo, a totalidade de tempo e espaço encontra-se presente em cada ponto de tempo e de espaço. Impressionante!
Nós contemos o Universo inteiro no nosso mundo, no nosso corpo, nas nossas células. É devido a este princípio que a acupuntura permite alcançar todo corpo através de uma determinada parte do mesmo, por exemplo, a orelha. O corpo inteiro está presente na orelha, como mostra o diagrama
do "Homenzinho na Orelha". Os iridologistas, por sua vez, vislumbram as condições de todo corpo pelos desenhos da íris; no "Do-in" pode-se fazer o mesmo pelos pés, e os quiromantes lêem a vida física e temporal na palma das mãos. São todos desdobramentos do mesmo princípio que rege o holograma. Na verdade, cada parte do corpo o contém inteiro, numa perspectiva espaço-temporal, da mesma forma que cada pequena entidade do Universo reflete o padrão de sistemas infinitamente maiores, e da própria totalidade. Esta idéia foi maravilhosamente expressa por William Blake no seu célebre verso em "Auguries of Innocence":
Ver o mundo num grão de areia
E o céu numa flor silvestre,
Segurar o infinito na palma da mão,
E a eternidade numa hora.
O CÉREBRO HOLOGRÁFICO
O princípio holográfico, além de ser um modelo de reflexo do Universo nas partes, tem sido usado para explicar como o cérebro processa a informação. Neurologistas têm ficado cada vez mais surpresos com pesquisas que demonstram que a memória se distribui por todo cérebro indistintamente, e as lembranças não se localizam numa região específica, como se pensava anteriormente. O Prêmio Nobel em neurofisiologia, Dr. Karl Pribam, sugere que, como num holograma, as sensações que chegam até o cérebro são gravadas em todas as suas partes.
O processo de evocar uma determinada memória equivale à reprodução de uma imagem holográfica. Segundo Pribram, o cérebro é um holograma e reproduz um padrão holográfico.
Para provar que o que perceberam estava errado, o biólogo da Universidade de Indiana, Paul Pietsch, idealizou uma experiência um tanto quanto tétrica. Pietsch havia observado que podia remover o cérebro de uma salamandra sem matá-la e, embora o animal permanecesse em letargia sem o cérebro, seu comportamento voltava completamente ao normal assim que este era recolocado. Pietsch tomou os hábitos alimentares da salamandra como referência para suas experiências. Então, inverteu os hemisférios esquerdo e direito do cérebro e, para seu espanto, assim que ela se recuperou rapidamente voltou à alimentação normal. Pietsch tentou várias outras alternativas: virou o cérebro de cabeça para baixo, cortou-o em fatias, baralhou, e, chegou a picar em pedacinhos os cérebros de suas infelizes cobaias. No entanto, sempre que recolocava o que havia sobrado desses cérebros, ou parte deles, o comportamento dos animais voltava ao normal. Desnecessário dizer que Pietsch mudou de idéia, passando a considerar a teoria de Pribram.
A MEMÓRIA INFINITA
Entre várias características peculiares ao holograma, vale a pena destacar uma outra, além da que relaciona o todo com as partes. Esta segunda característica é o fato de que os hologramas têm uma capacidade fantástica de armazenar informações, podendo gravar uma infinidade de imagens sobre uma mesma chapa. Assim, quando modificamos o ângulo da chapa, uma determinada imagem aparece e a outra que estava projetada desaparece.
Esse efeito se relaciona ao ângulo de incidência no qual os dois feixes de raio laser atingiram o filme fotográfico ao gravar uma determinada imagem. Ela só se projetará no espaço tridimensional quando for iluminada por um raio laser projetado no mesmo ângulo em que a imagem foi gravada originalmente. Assim, é possível registrar muitas imagens diferentes sobre a mesma superfície, cada uma com o seu respectivo "ângulo de reprodução". Os pesquisadores calcularam que um pequeno pedaço de filme poderia armazenar milhões de imagens, cada uma podendo ser evocada através do seu ângulo original de gravação. Uma chapa assim gravada mostra uma multiplicidade de imagens projetando-se seguidamente ao ser girada diante do laser.
Esta segunda característica explica possíveis mecanismos de recordação de fatos. Sendo o cérebro um holograma, quando nos colocamos num determinado "ângulo de lembrança", iremos evocar aquela recordação em particular, ou seja, a nossa capacidade de lembrar é análoga ao ato de emitir um feixe de raio laser em direção a um desses pedaços de filme evocando uma imagem específica. Da mesma forma, quando somos incapazes de lembrar alguma coisa, isto corresponde a emitir vários feixes a um pedaço de filme com múltiplas imagens, mas sem encontrar o ângulo certo para recuperar a "imagem" que estamos procurando. Os pesquisadores dessa área estão convictos que a visão que os moribundos têm na hora da morte, quando "vêem" a vida inteira numa fração de segundo, equivale, no sistema holográfico cerebral, ao ato de girar rapidamente uma chapa holográfica com milhões de imagens gravadas diante do laser.
O Universo Holográfico - Michael Talbot
http://www.scribd.com/doc/7356276/Michael-Talbot-O-Universo-Holografico
domingo, 26 de setembro de 2010
PHATAE » Alimentação - Melão contra stress
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2 ) Camomila
http://phatae.com/2010/02/camomila-e-a-ansiedade
3) Colesterol
http://phatae.com/2009/12/alimentos-que-ajudam-a-reduzir-o-colesterol
4) Linhaça
http://phatae.com/2009/11/os-beneficios-da-linhaca
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Somos Todos Viciados
Trecho do livro “O Que Realmente Somos?”
De: Rogério Pires
www.phatae.com
O Universo em sua “infinitude” nos oferece incontáveis possibilidades de escolhas em nosso cotidiano. Mas mesmo assim, temos os mesmos padrões repetitivos de escolhas. Temos os mesmos comportamentos, escolhemos os mesmos tipos de relacionamentos, mesmos tipos de pensamentos, respondemos emocionalmente da mesma forma a diversas situações que nos são apresentadas durante a nossa vida. Isto se dá pelo fato de sermos viciados em nossos conceitos mentais, da mesma forma que em nossas emoções, e se engana quem pensa que este vício é somente de ordem psicológico, ele é também classificado como bioquímico.
O cérebro é constituído de pequenas células nervosas denominadas neurônios. Os neurônios possuem ramificações para se conectarem e formarem uma rede neural. Cada área conectada está integrada a um pensamento ou memória. O cérebro constrói todos os conceitos através de memórias associativas. Ou seja, pensamentos, idéias, emoções e sentimentos são elaborados e interconectados nessa rede neural e possivelmente todos estão relacionados entre si.
Por exemplo, o conceito de “amor”, está retido nessa rede neural, mas estabelecemos este conceito a partir de muitas outras diferentes idéias. Um indivíduo pode ligar o amor à decepção, desta forma, quando pensar em amor, provavelmente experimentará uma idéia de dor, sofrimento, cólera e até ódio. Esta auto-afirmação negativa pode estar ligada a uma pessoa, ou acontecimento específico, que remete a inter-conexão do “amor”.
Temos nossas expectativas em relação ao mundo externo. Quanto mais experiências temos em nossas vidas, mais elas nos servem como um modelo de como o mundo externo se comporta à nossa volta, dando ênfase para uma realidade fictícia de que o mundo externo é uma realidade em separado de nosso Eu Interno.
Qualquer informação que processamos no ambiente sempre é intensificada pelas experiências já vividas por nós e, principalmente por uma resposta emocional associada àquilo que vivenciamos.
Sabe-se que as células nervosas que disparam juntas, ficam interconectadas. Se praticarmos repetidamente sempre os mesmos conceitos mentais, sentimentos e emoções, essas células terão um relacionamento longo, ou seja, se você diariamente ficar com raiva, sofrer, ou cultivar um “sentimento de vitima” em sua vida, estará re-conectando e reintegrando a rede neural constantemente, criando um relacionamento de longo prazo com todas as outras células nervosas, criando uma “identidade”.
Isso significa dizer que as emoções são utilizadas para reforçar quimicamente algo em longo prazo em nossa memória. Toda emoção é química. A industria farmacêutica mais sofisticada do Universo está em nosso cérebro.
Há uma parte do cérebro denominada de hipotálamo, ele é responsável pela fabricação de substâncias químicas que determinam as emoções que experimentamos. Estas substâncias químicas são denominadas de peptídeos, pequenas cadeias de aminoácidos. O corpo é uma unidade de carbono que produz cerca de 20 diferentes aminoácidos para formular sua estrutura física. Os diferentes estados emocionais que sentimos a cada segundo estão associados aos peptídeos e neuro-hormônios específicos. Sendo assim, há químicos para raiva, outros para tristeza, outros para sentimento de vítima, para desejo, para o amor, para a felicidade, ou seja, há substâncias químicas para combinar com todos os estados emocionais que experimentarmos todos os dias.
Quando elaboramos uma emoção qualquer, o hipotálamo automaticamente fabrica aquele peptídeo específico e o libertará através da glândula pituitária diretamente na corrente sanguínea. No momento que entra na corrente sanguínea, ele acha seu caminho para diferentes centros e diferentes partes do corpo.
O peptídeo se conecta na célula através de seus receptores, uma célula pode ter bilhões de receptores em sua superfície, a função dos receptores é receber informações que são direcionadas ao interior da célula. Um receptor que tem um peptídeo acoplado a ele muda a célula de várias maneiras. Ele desencadeia uma série de eventos bioquímicos, alguns dos quais podem até alterar o núcleo da célula.
Podemos afirmar que a célula é a menor unidade consciencial do corpo. Há sempre a perspectiva da célula em relação ao organismo.
A partir deste breve entendimento de como a célula interage com os nossos sentimentos e com as nossas emoções, podemos afirmar que todos nós somos viciados nas substâncias químicas produzidas pelo hipotálamo. Não conseguimos equilibrar o nosso estado emocional pelo simples fato de estar “viciado” nele, na substância química que é produzida pelo cérebro relacionada á emoção que repetidamente criamos em decorrência de uma situação. Buscamos inconscientemente circunstâncias que vão suprir os desejos bioquímicos das células do nosso corpo criando situações que satisfaçam nossas necessidades químicas.
Nós somos as emoções que exteriorizamos, não existe a possibilidade de nos separarmos delas, todos nós estamos constantemente sob a influência das moléculas da emoção, e isso é muito bom, na verdade as emoções são a vida, pois são elas que intensificam e classificam as nossas experiências.
O fato de estarmos viciados em emoções é algo bioquímico, não apenas psicológico. Para se ter uma idéia, os mesmos receptores celulares utilizados para as emoções, são utilizados para a heroína. Podemos nos viciar em qualquer peptídeo natural, em qualquer emoção, pois não observamos nada à nossa volta sem utilizarmos o aspecto emocional.
Imagine que uma célula esteja sendo bombardeada constantemente por um tipo de peptídeo relacionado a um tipo de comportamento emocional, quando esta célula resolver se dividir, a célula resultante da divisão terá mais receptores para os peptídeos neurais do comportamento emocional específico. Este fato nos permite o seguinte questionamento: O que comemos tem realmente algum efeito se as células, após 20 anos de descontrole emocional, não possuem mais os receptores, para receber ou absorver os nutrientes necessários para a nossa saúde? Como podemos sair desse círculo vicioso?
Na verdade, o ser humano é viciado pelo simples fato de não conhecer algo que seja melhor, nunca fomos instruídos a utilizar a nossa mente de maneira construtiva, fomos criados em uma cultura de submissão a um padrão de comportamento que nenhum indivíduo é capaz de realizar em sua plenitude, devido a isso estamos fadados a conviver em uma eterna busca de auto-aceitação. O ser humano deve observar a sua vida de uma maneira ilimitada, acreditar em sua capacidade de criação mental, vivenciar a única realidade de que, ele não está certo e nem errado, ele não é bom e nem ruim, Ele é Deus.
Não devemos acreditar na ilusão de que temos uma vida por que temos um emprego, ou temos uma boa casa, temos dinheiro, uma situação boa, uma boa aparência, na verdade isto é sobre-vida, é uma prisão.
Lutamos para conseguir estas coisas, e quando conseguimos, lutamos mais ainda para as mantermos, pois temos medo de perdê-las, temos medo de experimentar a retirada química dessa perda.
Devemos interagir mais com a nossa espiritualidade, questionar a finalidade real de estarmos vivos, descobrir qual o propósito de nossas vidas, descobrir o caminho certo a seguir, destruir os velhos valores para dar a oportunidade de um novo mundo, onde o controle deste novo mundo está em nossas mãos. Se conseguirmos mudar os nossos pensamentos, nossas idéias irão mudar, as nossas idéias mudando, mudarão as nossas escolhas, mudando as nossas escolhas, mudarão os resultados, transformaremos a nossa vida, romperemos os nossos vícios internos, criaremos novas possibilidades, novas realidades, aprimoraremos o nosso entendimento do que com o que estamos lidando, internamente e externamente.
Trecho Baseado no filme “Quem Somos Nós?”
Trecho do livro “O Que Realmente Somos?”
De: Rogério Pires
www.phatae.com
Somos Todos Viciados
Trecho do livro “O Que Realmente Somos?”
De: Rogério Pires
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O Universo em sua “infinitude” nos oferece incontáveis possibilidades de escolhas em nosso cotidiano. Mas mesmo assim, temos os mesmos padrões repetitivos de escolhas. Temos os mesmos comportamentos, escolhemos os mesmos tipos de relacionamentos, mesmos tipos de pensamentos, respondemos emocionalmente da mesma forma a diversas situações que nos são apresentadas durante a nossa vida. Isto se dá pelo fato de sermos viciados em nossos conceitos mentais, da mesma forma que em nossas emoções, e se engana quem pensa que este vício é somente de ordem psicológico, ele é também classificado como bioquímico.
O cérebro é constituído de pequenas células nervosas denominadas neurônios. Os neurônios possuem ramificações para se conectarem e formarem uma rede neural. Cada área conectada está integrada a um pensamento ou memória. O cérebro constrói todos os conceitos através de memórias associativas. Ou seja, pensamentos, idéias, emoções e sentimentos são elaborados e interconectados nessa rede neural e possivelmente todos estão relacionados entre si.
Por exemplo, o conceito de “amor”, está retido nessa rede neural, mas estabelecemos este conceito a partir de muitas outras diferentes idéias. Um indivíduo pode ligar o amor à decepção, desta forma, quando pensar em amor, provavelmente experimentará uma idéia de dor, sofrimento, cólera e até ódio. Esta auto-afirmação negativa pode estar ligada a uma pessoa, ou acontecimento específico, que remete a inter-conexão do “amor”.
Temos nossas expectativas em relação ao mundo externo. Quanto mais experiências temos em nossas vidas, mais elas nos servem como um modelo de como o mundo externo se comporta à nossa volta, dando ênfase para uma realidade fictícia de que o mundo externo é uma realidade em separado de nosso Eu Interno.
Qualquer informação que processamos no ambiente sempre é intensificada pelas experiências já vividas por nós e, principalmente por uma resposta emocional associada àquilo que vivenciamos.
Sabe-se que as células nervosas que disparam juntas, ficam interconectadas. Se praticarmos repetidamente sempre os mesmos conceitos mentais, sentimentos e emoções, essas células terão um relacionamento longo, ou seja, se você diariamente ficar com raiva, sofrer, ou cultivar um “sentimento de vitima” em sua vida, estará re-conectando e reintegrando a rede neural constantemente, criando um relacionamento de longo prazo com todas as outras células nervosas, criando uma “identidade”.
Isso significa dizer que as emoções são utilizadas para reforçar quimicamente algo em longo prazo em nossa memória. Toda emoção é química. A industria farmacêutica mais sofisticada do Universo está em nosso cérebro.
Há uma parte do cérebro denominada de hipotálamo, ele é responsável pela fabricação de substâncias químicas que determinam as emoções que experimentamos. Estas substâncias químicas são denominadas de peptídeos, pequenas cadeias de aminoácidos. O corpo é uma unidade de carbono que produz cerca de 20 diferentes aminoácidos para formular sua estrutura física. Os diferentes estados emocionais que sentimos a cada segundo estão associados aos peptídeos e neuro-hormônios específicos. Sendo assim, há químicos para raiva, outros para tristeza, outros para sentimento de vítima, para desejo, para o amor, para a felicidade, ou seja, há substâncias químicas para combinar com todos os estados emocionais que experimentarmos todos os dias.
Quando elaboramos uma emoção qualquer, o hipotálamo automaticamente fabrica aquele peptídeo específico e o libertará através da glândula pituitária diretamente na corrente sanguínea. No momento que entra na corrente sanguínea, ele acha seu caminho para diferentes centros e diferentes partes do corpo.
O peptídeo se conecta na célula através de seus receptores, uma célula pode ter bilhões de receptores em sua superfície, a função dos receptores é receber informações que são direcionadas ao interior da célula. Um receptor que tem um peptídeo acoplado a ele muda a célula de várias maneiras. Ele desencadeia uma série de eventos bioquímicos, alguns dos quais podem até alterar o núcleo da célula.
Podemos afirmar que a célula é a menor unidade consciencial do corpo. Há sempre a perspectiva da célula em relação ao organismo.
A partir deste breve entendimento de como a célula interage com os nossos sentimentos e com as nossas emoções, podemos afirmar que todos nós somos viciados nas substâncias químicas produzidas pelo hipotálamo. Não conseguimos equilibrar o nosso estado emocional pelo simples fato de estar “viciado” nele, na substância química que é produzida pelo cérebro relacionada á emoção que repetidamente criamos em decorrência de uma situação. Buscamos inconscientemente circunstâncias que vão suprir os desejos bioquímicos das células do nosso corpo criando situações que satisfaçam nossas necessidades químicas.
Nós somos as emoções que exteriorizamos, não existe a possibilidade de nos separarmos delas, todos nós estamos constantemente sob a influência das moléculas da emoção, e isso é muito bom, na verdade as emoções são a vida, pois são elas que intensificam e classificam as nossas experiências.
O fato de estarmos viciados em emoções é algo bioquímico, não apenas psicológico. Para se ter uma idéia, os mesmos receptores celulares utilizados para as emoções, são utilizados para a heroína. Podemos nos viciar em qualquer peptídeo natural, em qualquer emoção, pois não observamos nada à nossa volta sem utilizarmos o aspecto emocional.
Imagine que uma célula esteja sendo bombardeada constantemente por um tipo de peptídeo relacionado a um tipo de comportamento emocional, quando esta célula resolver se dividir, a célula resultante da divisão terá mais receptores para os peptídeos neurais do comportamento emocional específico. Este fato nos permite o seguinte questionamento: O que comemos tem realmente algum efeito se as células, após 20 anos de descontrole emocional, não possuem mais os receptores, para receber ou absorver os nutrientes necessários para a nossa saúde? Como podemos sair desse círculo vicioso?
Na verdade, o ser humano é viciado pelo simples fato de não conhecer algo que seja melhor, nunca fomos instruídos a utilizar a nossa mente de maneira construtiva, fomos criados em uma cultura de submissão a um padrão de comportamento que nenhum indivíduo é capaz de realizar em sua plenitude, devido a isso estamos fadados a conviver em uma eterna busca de auto-aceitação. O ser humano deve observar a sua vida de uma maneira ilimitada, acreditar em sua capacidade de criação mental, vivenciar a única realidade de que, ele não está certo e nem errado, ele não é bom e nem ruim, Ele é Deus.
Não devemos acreditar na ilusão de que temos uma vida por que temos um emprego, ou temos uma boa casa, temos dinheiro, uma situação boa, uma boa aparência, na verdade isto é sobre-vida, é uma prisão.
Lutamos para conseguir estas coisas, e quando conseguimos, lutamos mais ainda para as mantermos, pois temos medo de perdê-las, temos medo de experimentar a retirada química dessa perda.
Devemos interagir mais com a nossa espiritualidade, questionar a finalidade real de estarmos vivos, descobrir qual o propósito de nossas vidas, descobrir o caminho certo a seguir, destruir os velhos valores para dar a oportunidade de um novo mundo, onde o controle deste novo mundo está em nossas mãos. Se conseguirmos mudar os nossos pensamentos, nossas idéias irão mudar, as nossas idéias mudando, mudarão as nossas escolhas, mudando as nossas escolhas, mudarão os resultados, transformaremos a nossa vida, romperemos os nossos vícios internos, criaremos novas possibilidades, novas realidades, aprimoraremos o nosso entendimento do que com o que estamos lidando, internamente e externamente.
Trecho Baseado no filme “Quem Somos Nós?”
Trecho do livro “O Que Realmente Somos?”
De: Rogério Pires
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
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